sábado, 16 de outubro de 2010

Roberto Rocha revela que foi extorquido por assessor de Dilma Rousseff


Deu na Veja
Por
Diego Escosteguy

‘Fui extorquido na Casa Civil’
Deputado Roberto Rocha revela que assessor de Dilma Rousseff exigiu 100 000 reais de propina para agilizar

processo que dependia de autorização do presidente Lula

O advogado Vladimir Muskatirovic, conhecido em Brasília como “Vlad”, ocupa a poderosa chefia-de-gabinete da Casa Civil da Presidência da República. Assim como a ex-ministra Erenice Guerra fez carreira no governo à sombra da candidata petista Dilma Rousseff, Vlad fez carreira no governo à sombra de Erenice Guerra. Ele era subordinado de Erenice quando esta ocupava a chefia da assessoria jurídica do Ministério de Minas e Energia. Quando Dilma assumiu a Casa Civil e Erenice levou sua turma junto, Vlad foi o primeiro a acompanhá-las.

Apesar de a ex-ministra ter sido apeada do Palácio após vir a público a existência de uma central de corrupção na Casa Civil, Vlad permanece no cargo. Não é por acaso. Além da amizade com Erenice, Vlad mantém relações fraternas com o senador Gim Argello, figura secundária dos subterrâneos de Brasília, que, sabe-se lá por qual razão, caiu nas boas graças de Dilma nos últimos anos.

Nos ambientes em que o senador Gim brilha, Vlad é uma celebridade. VEJA descobriu um dos casos que fazem a fama do chefe-de-gabinete. Em 2007, Vlad, já como assessor de Dilma na Casa Civil, cobrou 100 000 reais de propina – e recebeu parte do dinheiro – para resolver uma pendência de um deputado junto à Presidência da República.
O deputado chama-se Roberto Rocha, do PSDB do Maranhão. Ele é sócio da TV Cidade, retransmissora da Record no estado, e de duas rádios. O pedágio foi exigido para que a Casa Civil autorizasse uma mudança societária nessa TV. O que a Casa Civil tem a ver com isso? Tudo. A concentração de poder na

Presidência da República é de tal ordem que cabe à Casa Civil ratificar qualquer compra ou venda envolvendo rádios e TVs do país, que são concessões públicas.

Pode ser coisa grande ou miudeza: tem que passar pela Casa Civil. Depois de passar por lá, o presidente é obrigado a assinar esses atos, como se fosse chefe de um cartório. Diante do fato de que o Ministério das Comunicações analisa previamente todos esses casos, trata-se de um simples carimbo. Um carimbo, no entanto, que vale ouro: pode custar caro obte-lo, evita-lo ou agilizar seu uso. Um carimbo é moeda líquida na cleptocracia federal.

Vlad pôde vender tão caro uma facilidade porque o governo havia criado uma enorme dificuldade – uma que parecia não ter solução. A epopeia começa em 2003, no início do governo Lula, quando o sócio de Roberto Rocha na TV aceitou vender a participação dele no negócio. Esse sócio era aliado de José Sarney. Rocha é adversário do senador. Fez-se a transação, e a papelada seguiu para o Ministério das Comunicações, de modo que os rituais burocráticos fossem cumpridos.

Deveria demorar algumas semanas. Demorou um ano. Demorou em razão do lobby contrário promovido por aliados de Sarney. É fácil entender os motivos disso. Sarney é dono da retransmissora da Globo no Maranhão. Seu principal aliado, o senador Edson Lobão, controla a retransmissora do SBT no estado. Caso o governo autorizasse o negócio do deputado Rocha, portanto, haveria no Maranhão uma TV não-alinhada com os interesses da família – e uma TV num estado pobre é uma poderosa arma política. No final de 2003, apesar das pressões contrárias, o então ministro das Comunicações, deputado Miro Teixeira, finalmente aprovou a transação e encaminhou o papelório para a Casa Civil.

No dia 7 de janeiro de 2004, o Diário Oficial publicou a autorização concedida pelo presidente Lula. Tudo parecia resolvido. Mais eis que sobreveio um episódio insólito, daqueles que só se explicam pela força irresistível de certos interesses políticos. Houve uma reforma ministerial, e o deputado peemedebista Eunício Oliveira, do mesmo partido de Sarney, assumiu a pasta das Comunicações. Tentou-se reverter ali, de todos os modos, a tal autorização já assinada por Lula.

A pressão de Sarney aumentou e, no dia 11 de março, dois meses depois de publicada a autorização, o mesmo Diário Oficial trouxe um ato do mesmo presidente Lula revogando a decisão anterior. Sem justificativa, sem devido processo legal. Pode-se apenas supor as razões políticas para essa aberração jurídica – e todas elas passam pelos interesses do senador Sarney. Inconformado, o deputado Roberto Rocha contratou bons advogados e recorreu ao Supremo Tribunal Federal. O deputado ingressou com um mandado de segurança, que, por sua natureza, deveria ser julgado em pouco tempo, mas que acabou morrendo nas gavetas do Supremo.

Rocha, contudo, não estava sozinho em sua cruzada para assegurar o comando da TV. Todos os políticos anti-Sarney do Maranhão lhe ajudaram O deputado petista Domingos Dutra – que chegou a fazer greve de fome recentemente para impedir que seu partido apoiasse a candidatura de Roseana Sarney ao governo do estado – foi um deles. Diz Dutra: “Falei com as lideranças do PT, falei no governo. Mas eles preferem o Sarney. Rocha chegou a me contar o que aconteceu na Casa Civil da Erenice”.

Parece estranho ver um petista e um tucano atuando harmoniosamente. No Maranhão, entretanto, os políticos dividem-se entre os que são adversários ou aliados de Sarney. Rocha e Dutra pertencem ao primeiro grupo. E os esforços deram algum resultado.

Em 2007, o deputado conseguiu ser recebido na Casa Civil. Esteve com Erenice Guerra, então secretária-executiva, e o assessor Vlad. Ambos confirmaram a teratologia do ato presidencial e prometeram resolver o assunto. Localizado por VEJA, que soubera do caso por intermédio uma fonte na Casa Civil e outra no PT, o deputado relutou em admitir o episódio – mas acabou por narrar o que havia acontecido. Disse Rocha: “Esse assessor Vladimir cobrou para resolver. Fiquei enojado com tudo aquilo. Ter que pagar para que eles fizessem o que era certo? Fui extorquido pela Casa Civil”.

Depois da reunião, Vlad procurou um funcionário do deputado para acertar o pagamento. Os dois encontraram-se no restaurante que funciona no 10º andar da Câmara dos Deputados. “Vladimir deu a garantia de que resolveria tudo, desde que pagássemos 100 000 reais”, narra Ivo Icó Filho, o funcionário. “Ele disse que o valor era alto porque envolvia o trabalho de outras pessoas”.

O deputado conta que ponderou e, apesar de “revoltado”, resolveu pagar: “Autorizei meu assessor a providenciar um sinal: 20 000 reais”. Rocha não quis fornecer detalhes do pagamento. Completa o deputado: “E o pior é que não deu certo. Esse Vladimir nunca mais retornou as ligações ou respondeu emails. Foi um golpe”

Procurado pela reportagem, o chefe-de-gabinete da Casa Civil respondeu por meio de nota. Vlad admitiu frequentar o restaurante da Câmara e manter “reuniões políticas” com o senador Gim Argello. Mas nega ter pedido ou recebido propina. Diz o texto: “O assessor não pediu nem recebeu qualquer pagamento referente a essas pessoas”.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

ATÉ QUANDO SERÃO PERMITIDOS OS ATOS PRATICADOS PELA FAMILIA SARNEY PARA SE MANTER NO PODER?


COLIGAÇÃO DE ROSEANA SARNEY PROMETIA CASAS PARA A POPULAÇÃO


Parece disco arranhado, mas aqui é assim mesmo. Todo dia, a toda hora surgem novos fatos no mínimo reprováveis praticados pela familia Sarney e seus aliados em busca desenfreada pela manutenção do poder no Estado.


É sabido por qualquer cidadão maranhense, principalmente depois do episódio de cassação do ex-Governador Jackson Lago, o que significa crime eleitoral, especificamente quanto ao abuso de poder político e/ou econômico. Com isto fica clarividente que a grande maioria dos atos que a coligação dos Sarney vem praticandos nestas eleições estão inseridos nesta tipificação legal, mas, para decepção do nosso povo, não se vê a devida apuração.


O que acontecerá com esta coligação quando se concluir a apuração da prática apresentada no vídeo acima, que faz parte de denúncia apresentada pelo Ministério Público? Só Deus sabe...

Vamos pela lógica! então é SERRA Presidente!!!


Se Gilberto Gil que era ministro do Lula está pedindo pra não votar na Dilma.
Se Heloisa Helena, uma das fundadoras do PT é contra a candidatura da Dilma.
Se Marina Silva, ícone no PT, saiu e foi para o PV com muitos petistas.
Se Joelmir Beting, jornalista e sociólogo renomado, está pedindo pra nãovotar na Dilma.
Se Arnaldo Jabor, o crítico e comentarista do Jornal Nacional e do Jornal da Globo também está pedindo pra nãovotar na Dilma.
Se a Marília Gabriela também está pedindo pra não votar na Dilma.
Se a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil está pedindo pra não votar na Dilma Se Pastores de todo o Brasil estão se mobilizando contraa candidatura da Dilma.

Se Collor, Sarney, Barbalho, Renam, Maluf, Genoino, Erenice e Zé Dirceu votam em Dilma... Alguma coisa está muito errada pois essas pessoas são sinônimos de corrupção, fisiologismo e populismo.

Vamos derrubar Dilma e seus padrinhos no 2º turno!

sábado, 9 de outubro de 2010

O silêncio de Lula


O historiador Marco Antônio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos/SP publicou este artigo na última quarta-feira, 06 de Outubro, na página 3 do primeiro caderno do jornal Folha de São Paulo:

"Lula perdeu. A soberba fez mais uma vítima. O presidente, com supostos 80% de aprovação, não elegeu sua sucessora no primeiro turno, como propalou nas últimas semanas. Toda a agressividade presidencial foi em vão.

As ameaças foram aumentando na mesma proporção que os institutos de pesquisa apresentavam o favoritismo da sua candidata.

Não custa imaginar como agiria discursando na festa da vitória que não houve. O silêncio de Lula nos últimos dias, caso raro, foi o mais extenso deste ano.
A oposição recebeu um claro recado das urnas. Há espaço para uma candidatura propositiva e oposicionista.

A maioria simples que o governo obteve foi graças ao apoio dos oligarcas (Sarney, Barbalho, Collor, entre outros), das centrais sindicais pelegas, dos velhos movimentos sociais sustentados com recursos públicos, das pesquisas que a cada dia jogavam uma ducha gelada na oposição e estimulavam o eleitor indeciso a votar na candidata oficial, da máquina estatal e de seus programas assistencialistas, e, finalmente, de Lula, que literalmente abandonou a Presidência para fazer campanha.
Apesar de tudo, o governo não obteve a vitória que imaginava. O segundo turno era tudo o que Lula não queria. Agora sua candidata vai ter as mesmas condições que Serra. Continuar falando por ela como fez no primeiro turno vai pegar muito mal.

O criador tem de dar alguma autonomia à criatura. Confundir apoio com tutoria, indica ao eleitor que Dilma não consegue caminhar com as próprias pernas.

A oposição terá nova chance. Não tem desempenhado bem o seu papel. Acreditou na fantasia de que somente 4% da população achava o governo ruim. E, depois dos resultados da eleição de domingo, é mais fácil crer no chapeuzinho vermelho do que nas pesquisas eleitorais.

O eleitorado apontou que a oposição tem de fazer política. Deve criticar (quem disse que o eleitor não gosta de crítica?) e propor alternativas. Chamar Dilma para o debate e não Lula. Afinal, é ela a candidata.

A verdadeira eleição, espero, começou na noite do último domingo. Até então, o que tivemos foi um mero simulacro. Debates monótonos, um amontoado de propostas desconexas, muito marketing e pouca política.

Foi o tipo de campanha que marqueteiro adora. Agora deve começar a eleição que interessa ao país. Longe daquilo que Euclides da Cunha, em 1893, chamava das 'insânias dos caudilhos eleitorais e do maquiavelismo grosseiro de uma política que é toda ela uma conspiração contra o futuro de uma nacionalidade'."

PM recebeu ordem para apertar oposição, na eleição do Maranhão Do blog do Kenard

Em conversa por telefone ontem à noite, oficial da Polícia Militar do Maranhão contou – sob a promessa de que sua identidade seria preservada na matéria – que o comando da PM queria corpo mole na fiscalização da eleição de três de outubro.

Disse o oficial:

- A ordem era para que a fiscalização fosse rígida sobre a oposição.

Segundo o oficial, a reunião do comando aconteceu na quarta-feira que antecedeu a eleição.

A ordem teria sido dada nos seguintes termos:

- O governo pode tudo e a oposição não pode nada.

O oficial considerou absurda a ordem e chegou a conversar com um colega de farda. Ouviu deste o seguinte:

- Rapaz, procura o Ministério Público reservadamente e repassa o que foi te ordenado.

O blog quis saber se o oficial seguiu o conselho do colega. Desconversou. Mas acrescentou:

- Estranho é que no dia da eleição, no domingo, vários oficiais que haviam sido designados para o interior foram chamados de volta.

E o blog:

- Qual a razão para eles terem sido chamados?

Resposta:

- Não sei, sinceramente. Mas que foi estranho, foi.

Relatório entregue a coligação de Flávio Dino aponta suspeita nas urnas de Ribamar, o que pode reverter eleição para o governo do Maranhão


A coordenação da coligação de oposição “Muda Maranhão” (PCdoB, PSB e PPS), que teve como candidato ao governo o deputado Flávio Dino recebeu, nesta sexta-feira (8), um relatório com os detalhes da eleição para governador no Estado e, a depender das informações nele contidas, pode entrar com um pedido no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) na tentativa de reverter o resultado do pleito.

Flávio Dino (PCdoB) ficou a apenas 4.877 votos de disputar o segundo turno com Roseana Sarney (PMDB), reeleita em primeiro turno com 50,08% dos votos válidos.

A diferença de 0,08% de votos dados a Roseana em relação à soma dos votos de Dino e dos outros quatro candidatos – Jackson Lago (PDT), Saulo Arcangelo (PSOL), Marcos Silva (PSTU) e Josivaldo Correa (PCB) – levou a coligação “Muda Maranhão” a pedir ao TRE o acesso aos chamados “logs” de todas as urnas.

Os logs contêm as informações sobre tudo o que ocorreu no dia da eleição em todas as 15.393 seções eleitorais dos 217 municípios maranhenses. Entre os dados obtidos pela coligação, em análise pela coordenação jurídica, estão os horários de início e fim da votação nas seções e a quantidade de votos dados após as 17 horas, quando apenas eleitores que aguardavam na fila com senhas distribuídas pelos mesários em mãos puderam votar.

O advogado Carlos Eduardo Lula, coordenador jurídico da campanha de Flávio Dino, entregou nesta sexta o relatório com a análise dos dados contidos nos logs das urnas aos partidos da coligação “Muda Maranhão”. Segundo ele, um dos problemas já encontrados é a existência de vários votos dados em sequência em uma mesma seção após as 17 horas, quando a eleição foi encerrada, com curto espaço de tempo entre um e outro. Como o voto é secreto, as informações contidas no log não incluem a quem foram dados os votos de cada urna.

De acordo com Lula, um caso considerado suspeito encontrado até ontem à tarde é o de São José de Ribamar, município de 163 mil habitantes localizado a 32 quilômetros de São Luís. Segundo o advogado, em uma das seções eleitorais da cidade houve 26 votos após as 17 horas, um atrás do outro, com um pequeno intervalo de tempo entre eles. São José de Ribamar tem 75.438 eleitores e concentra 1,7% do eleitorado maranhense. O município é o quarto maior colégio eleitoral do Maranhão, perdendo apenas para São Luís, com 15,4%; Imperatriz, com 3,6%; e Caxias, com 2,3%. Na cidade, o resultado das urnas apontou 53,5% dos votos válidos dados a Roseana Sarney contra 32,1% ao segundo colocado, Flávio Dino.

Com o relatório sobre as urnas em mãos, a coligação encabeçada por Dino decidirá o que fazer. Segundo o advogado Carlos Eduardo Lula, há duas possibilidades: pedir a anulação das urnas onde foram identificados indícios de fraude ou a realização de uma eleição suplementar nos locais onde suspeitar-se que isso tenha ocorrido. (Valor Econômico)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dos Sarney a Tiririca



SÃO PAULO – Deve-se a Luiz Inácio Lula da Silva a vitória em primeiro turno da governadora Roseana Sarney (PMDB), representante da oligarquia mais longeva e característica da política brasileira. O gesto de Lula, que obrigou o PT local a hipotecar apoio à família Sarney, foi decisivo para que Sinhá passasse raspando: 50,08% dos votos na capitania hereditária do Maranhão.

Em eventual segundo turno, que a ação de Lula impediu, Flávio Dino (PC do B) teria grande chance de vencer com o apoio de Jackson Lago (PDT). Este é, sem dúvida, um aspecto periférico do resultado eleitoral de anteontem, mas é também revelador de um aspecto central da liderança de Lula, que o petismo trata com desdém ou finge ignorar.

Apadrinhado por Lula, o clã Sarney se sustenta como a verdadeira tiririca do nosso patrimonialismo.

O palhaço Tiririca é o personagem da hora. Com 1,3 milhão de votos, o deputado federal mais votado do país teve quase 500 mil eleitores a mais do que Plínio Sampaio.

Fala-se aqui em “voto de protesto”. Protesto contra a inteligência, talvez. Tiririca ajudou a eleger alguns espertalhões mais espertos do que ele, é verdade, mas não chega a ser um problema político. Há muita gente mais nociva no Congresso. Tiririca é, antes, um problema (ou o sintoma de um problema) social.

Sua votação acachapante vale como retrato da tragédia educacional brasileira. Esse é um aspecto. Mas Tiririca já se tornou também -esse é o outro lado da mesma tragédia- alvo de comentários odiosos contra pobres e analfabetos.

Um promotor fanfarrão aproveitou a onda de caça ao palhaço para tentar anular o registro do candidato por suposto analfabetismo. Ameaçou ainda submeter Tiririca a um teste de leitura e escrita. O juiz do caso teve o bom senso de barrar o golpe circense do professorzinho.

Invocar o conhecimento para humilhar os que não o tem, alimentando um velho apartheid social, é apenas uma forma de ignorância da nossa elite pseudoilustrada.